domingo, 15 de outubro de 2017

APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Foto de Literartura.

Cartaz  do 11º. livro Senhora do Mar, a ser apresentado em 17/11/2017, às 18.30 horas, na galeria da Editora Chiado, Av. da Liberdade, 180 - Lisboa (junto ao Tivoli) 
Fica aqui o convite para esta festa da cultura Lusófona.


Daniel Costa

sexta-feira, 26 de maio de 2017

PROVA DA CAPA

PROVA ABERTA DA CAPA DO LIVRO, TENDO JÁ REVISÃO FEITA DE TODO O LIVRO, QUE EM BREVE SAIRÁ.
O LIVRO, VERDADEIRAMENTE LUSÓFONO, SERÁ TAMBÉM DISTRIBUÍDO NO BRASIL, PELA CHIADO EDITORA.

D. C.

Foto de Daniel Cordeiro Costa.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

terça-feira, 11 de agosto de 2015

PREFÁCIO



PREFÁCIO


Vou começar este prefácio comentando o enorme desafio que é para qualquer leitor de SENHORA DO MAR , singrá-lo sem o risco das tempestades,
provocadas, primeiramente pela surpresa da capa, que arrebata como ondas enfurecidas , para o universo pouco comum de metáforas.

Este é um livro de amor e esperança. De tendência a associar a palavra romântico ao que é meloso, fácil, sentimental, leva-me a justificar o uso que faço do termo. Digamos que SENHORA DO MAR é um livro de poemas de amor calculadamente romântico. Primeiro, por ser fundado na melhor tradição. Os  poemas levam o balançar das águas por ganhar temas amorosos e sentimentais com imagens marítimas.

Para quem começa a ler este livro, uma impressão primeira já se desenha às páginas iniciais: uma declaração de amor ao ser amado real ou imaginário , um ser amado que se corporifica nas palavras, na escolha do curso dos seus versos fazendo poemas recheados de histórias.

SENHORA DO MAR é o encontro com um poeta apaixonado e encantado com as palavras . Sua necessidade de amar o mundo se dá, se doa pela intertextualidade, pela metalinguagem, as metáforas, as reiterações que predominam em seu estilo , em cada poema construído .

Vejo que entre o baptismo do livro e a unidade de cada poema com uma linguagem náutica, o poeta foi feliz em compor.

Para quem terminar de ler este livro, a constatação do que antes era apenas anúncio: poemas pautado no malabarismo das palavras que muitas vezes achamos inteligíveis. Explicam-nos o indizível dos momentos que o poeta procura sensação no que está a sentir no momento da escrita. E é connosco que num ritual sagrado com a poesia ele divide o pão, o vinho, às águas e a SENHORA DO MAR da própria trajectória.


Severa Cabral (escritora brasileira)

terça-feira, 15 de julho de 2014

POEMA MAR DA SERRA DE DEL'REY







MAR DA PRAIA DE DEL’REY

Sempre sorrirei
Ter nascido e vivido num monte
Mar da Praia de Del’Rey
Sempre via a Serra no horizonte
De antigas glórias, hoje sei
Do meu quintal, defronte
Observava a mansão da Serra Del’Rei,
A mansão amuralhada como diamante
Senhora do Mar; sabes da grei?
Da figura que foi linda mulher amante?
Do príncipe D. Pedro que viria a ser Rei
Antecedeu-o seu pai D. Afonso IV, dele discordante
Mar da Praia de Del’Rey
Praia rodeada de bons coutos de caça; adjacente
Eu próprio vislumbrei!
Senhora do Mar; tudo muito convincente
D. Inês de Castro em jeito de astro rei
A heroína do amor, em Portugal, abarcante
Quantas histórias marcam a Serra? Contar, jamais saberei!
Desde a prebenda, vivificante
De D. Afonso da primeira dinastia, nosso rei
Da pouco citada, ali a vida real itinerante,
De D. Inês de Castro, que morou na Serra de Del’Rei
Século XIII, quando Gualdim País a tornara mareante
Figurou sempre na história, da Quinta das Lágrimas, estudei:
- O seu martírio, do amor marcante!
Depois de morta, tornada rainha, pelo que seu amante aclamado rei!
Rainha póstuma, cuja história ficou vivificante!
Nas suas sepulturas, ver desejarei!
No dia do Juízo final, se erguerão, bis-à-bis atuante
Do mais famoso amor de Portugal, depois de séculos, meu Frei!
Do Mosteiro de Alcobaça, governante!
Da cidade de Peniche - Serra, de El’Rei!
Em tudo diferente: Mar da Praia de Del’Rey!
Porém algo menos conhecido dos amores de Pedro e Inês, revelei! 

Daniel Costa

 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

POEMA MAR DAS PRAIAS DE CABO FRIO


 
 
MAR DAS PRAIAS DE CABO FRIO  

Imaginei ter férias de compadrio
No outro lado do atlântico
Mar das Praias Cabo Frio
Mundo do Brasil quiromântico,
Do espaço ameríndio
Senhora do Mar; falo do romântico
Cerca de seis mil anos, dos nómadas de brio!
Ali aportarem no espaço labiríntico
Quem sabe onde e quando estreitou o rio?
De quantas gerações é o cântico?
Mar das Praias de Cabo Frio,
Cidade de amor semântico
De praias, das de mais enleio
Em face dos brancos areais, analítico
Senhora do Mar; tudo é luzidio
Sol, mar, praias, a natureza a lembrar o gótico
Acrescente-se beleza, é óbvio!
Como não gostar do exótico?
Mar das Praias de Cabo Frio! 

Daniel Costa
  

sábado, 12 de julho de 2014

POEMA MAR DA PRAIA DE QUARTEIRA



 
 
MAR DA PRAIA DA QUARTEIRA 


Sonhei viajar numa canhoeira
Tinha passado ao largo de Faro
Mar da Praia da Quarteira
Cidade ampla; como amparo
Ambas tendo com o mar fronteira
Mundo admirado, sem reparo,
Pela legião estrangeira
Areal de dois quilómetros, píncaro
De praia lagosteira
De mariscos bivalves sem reparo!
Cardápio de restaurantes, como feira
Senhora do Mar; há manjar opíparo!
Depois de sossegar na esteira
Depois de no mar adentrar, tão caro
Ser bafejado com serenidade de albufeira
Num mar tão apetecível e claro
Mar da Praia da Quarteira
Mar de luz areal; reluzente, raro!
Senhora do Mar, perto a alfarrobeira,
O campo, a sombra; aro!
Mar da Praia da Quarteira
Perto do internacional aeroporto de Faro! 


Daniel Costa