

MAR DO PAIMOGO
Recordar é ardente fogo
É recordar tanto que ali sonhei
Mar do Paimogo
No seu litoral a arrotear ajudei
Várias parcelas de mato foram decálogo!
Senhora do Mar, a minha parte arroteie
Em grandes marés com o mar travei diálogo
Polvos e navalheiras; marisquei
Mar de Paimogo
Pelos seus caminhos muito monologuei
Seria já como um prólogo
O sonhar com a existência de uma antiga grei
Não faria melhor um sociólogo!
Era a clarividência de um antigo necrotério que pisei
Como pisava a terra de dinossáurios de catálogo,
Vestígios dos seus ovos, o maior do mundo rei!
Oh!... Mar do Paimogo!
Senhora do Mar bastantes recordações; contar-vos-ei!
Vestígios das guerras Napoleónicas sobressaem logo
Com o seu propositado forte onde por vezes assobiei,
Por dentro o assobio fiz ecoar, seria tentativa de diálogo?
Terras e Mar de Paimogo; aventuras que vivenciei
Aventuras de felicidade; de vídeos – jogo!
Senhora do Mar, por ali; não só trabalhei
Antes, talvez a vosso rogo!
Enormes ocasiões aventurosas; vivenciei
Oh!... Mar do Paimogo!
Daniel Costa